Fontes de Energia Renovável


Energias renováveis, por vezes incorretamente chamadas de alternativas, inclui a energia solar, a eólica, a biomassa, a geotérmica, a hídrica e a energia dos oceanos (ondas, marés, correntes e gradiente da temperatura).
Entre as vantagens da utilização das energias renováveis pode-se dizer que são pouco ou nada poluentes, são descentralizadas, estando assim mais próximo dos consumidores, e estão disponíveis em todos os países, ainda que com recursos e potenciais distintos. A utilização das energias renováveis conduz também a uma redução dos custos energéticos, pois a utilização da maioria dos recursos renováveis é natural (sol, vento, geotermia, hídrica, oceanos) ou mais barata (biomassa).
Como barreiras à sua utilização generalizada, a mais importante é seu elevado custo inicial, a energia renovável necessita de equipamentos de alto custo no momento da sua aquisição, representando uma dificuldade para as pessoas interessadas em sua utilização.
Não podemos esquecer que as tecnologias associadas aos combustíveis fósseis tiveram muitos anos de grande desenvolvimento e de utilização generalizada. Por outro lado, algumas tecnologias que utilizam energias renováveis ainda são pouco conhecidas ou testadas, provocando insegurança na sua utilização.

As energias renováveis no Brasil representaram mais de 85,4% da energia produzida internamente e utilizada no Brasil, segundo dados preliminares do Balanço Energético Nacional 2009, realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Após os choques do petróleo de 1970, o Brasil passou a se concentrar no desenvolvimento de fontes alternativas de energia, principalmente o etanol. Suas grandes fazendas de cana-de-açúcar ajudaram muito nesse processo. No ano de 1985, 91% dos carros produzidos funcionavam em etanol de cana. Hoje, o país manteve o índice. Esta é uma grande conquista, considerando que outros países no mundo ainda dependem muito do petróleo.

O Brasil realizou o seu primeiro leilão de energia eólica em 2009, em um movimento para diversificar a sua matriz de energia. As empresas estrangeiras estão se esforçando para participar. No início desta década, uma grande seca no Brasil limitou água às barragens hidroelétricas do país, causando uma grave escassez de energia. A crise, que devastou a economia do país e levou ao racionamento de energia elétrica, ressaltou a necessidade premente do país em diversificar suas fontes de energia. A licitação deve levar à construção de dois gigawatts de produção de energia eólica com um investimento de cerca de US$ 6 bilhões, nos próximos anos. O Brasil dispõe da hidroeletricidade para mais de ¾ de sua matriz energética, mas as autoridades estão incentivando as energias de biomassa e eólica como alternativas primárias. O maior potencial de energia eólica no Brasil é durante a estação seca, por isso esse tipo de energia é excelente contra a baixa pluviosidade e a distribuição geográfica dos recursos hídricos existentes no país. O potencial técnico do Brasil para a energia eólica é de 143 gigawatts. A Associação Brasileira de Energia Eólica e o governo definiram uma meta de alcançar 10 gigawatts de capacidade de energia eólica até 2020, dos atuais 605 megawatts, com outros 450 megawatts em construção. A indústria espera que o leilão irá ajudar a lançar o setor da energia eólica, que já responde por 70% do total em toda a América Latina.


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1 Comentário

  1. Francisco disse:

    Matéria muito interessamte.

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